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quarta-feira, 3 de julho de 2013

UM FIO DA AMIZADE

UM LIVRO SUPER BACANA QUE TRATA DA AMIZADE ENTRE DUAS CRIANÇAS QUE MORAM NA MESMA CIDADE, POREM DISTANTE UMA DA OUTRA.

Um Fio de Amizade!
Duas janelas separam Bruno e Manoela.
Só mesmo uma grande idéia para acabar com essa distância...
De lá pra cá e de cá pra lá, numa grande cidade, surge um fio de amizade.

Um fio de amizade
de Marilia Pirillo
Resenha de Marion Cruz

il. Marilia Pirillo

Lafonte Junior, 2012
24 p.

UM FIO DE AMIZADE NA GRANDE CIDADE

Foi-se o tempo de pedalar pelas ruas, soltar pipas e pular muros livremente durantes as tardes enquanto a mãe prepara bolos e biscoitos. Hoje, com o avanço das cidades, o espaço para a criança explorar o mundo circunscreveu-se ao apartamento e aos míseros quintais de concreto. Entretanto, a literatura infantil consegue romper os horizontes acinzentados e revelar os encantos da infância do século XXI.
O livro Um fio de amizade, de Marilia Pirillo, parte dessa cidade imensa, repleta de arranha- -céus, para contar a história de duas crianças, Manoela e Bruno, que moram em prédios vizinhos. De suas janelas, um observa o outro. A curiosidade pelo cotidiano que se vê ao longe desperta inferências poéticas sobre uma folha de papel. As rimas e ilustrações, sabiamente costuradas ao fluxo narrativo, conduzem o leitor de uma janela para outra, até a peripécia de Bruno, o que desencadeia um novo ritmo ao texto.
Após algumas tentativas fracassadas de comunicação entre eles, surge a ideia de usar um rolo de barbante que, esticado, transforma-se em um varal improvisado. Por meio desse fio, Manoela e Bruno trocam telefones, mensagens, fotos e bobagens. Esse “vai-e-vem animado” desperta uma grande amizade e o desejo de conhecer o outro de perto. Assim, logo marcam o primeiro de muitos outros encontros.
Como escreve Marilia Pirillo, “E mesmo havendo outros fios para poder conversar – fio de internet, de telefone, ou até mesmo sem fio, pelo celular...”, eles seguem o fio de amizade através da troca de gentilezas de suas janelas. E o que antes era apenas cidade grande, torna-se mural de aventuras e descobertas.
(Texto daqui - http://www.aeilij.org.br)

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terça-feira, 2 de julho de 2013

FÁBULAS QUE ENSINAM.....

FÁBULAS ENCANTADAS- O CAMUNDONGO DA CIDADE E O DO CAMPO.



O Camundongo da Cidade e o do Campo

"Um camundongo que morava na cidade foi, uma vez, visitar um primo que vivia no campo. Este era um pouco arrogante e espevitado, mas queria muito bem ao primo, de maneira que o recebeu com muita satisfação. Ofereceu-lhe o que tinha de melhor: feijão, toucinho, pão e queijo.


O camundongo da cidade torceu o nariz e disse:

- Não posso entender, primo, como você consegue viver com estes pobres alimentos. Naturalmente, aqui no campo, é difícil obter coisa melhor. Venha comigo e eu lhe mostrarei como se vive na cidade. Depois que passar lá uma semana, você ficará admirado de ter suportado a vida no campo.

Os dois puseram-se, então, a caminho. Tarde da noite, chegaram à casa do camundongo da cidade.

- Certamente você gostará de tomar um refresco, após esta caminhada, disse ele polidamente ao primo.

Conduziu-o à sala de jantar, onde encontraram os restos de uma grande festa. Puseram-se a comer geleias e bolos deliciosos. De repente, ouviram rosnados e latidos.

- O que é isto? Perguntou, assustado, o camundongo do campo.

- São, simplesmente, os cães da casa, respondeu o da cidade.-

 Simplesmente? Não gosto desta música, durante o meu jantar.

Neste momento, a porta se abriu e apareceram dois enormes cães. Os camundongos tiveram que fugir a toda pressa.

- Adeus, primo, disse o camundongo do campo. Vou voltar para minha casa no campo.

- Já vai tão cedo? perguntou o da cidade.

- Sim, já vou e não pretendo voltar, concluiu o primeiro.

Moral: Mais vale o pouco certo, que o muito duvidoso

Muitas vezes nós seres humanos preferimos a riqueza às coisas simples da vida, mas com o luxo e tantas outras coisas vem problemas que não teríamos se continuássemos com uma vida mais modesta. 

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

A MENINA E O PÁSSARO ENCANTADO...


A menina e o pássaro encantado – Ruben Alves


Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia. — Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho… — Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…
— Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
— Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres… — Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…
E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
— Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!
Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
* * *
Para o adulto que for ler esta história para uma criança:
Esta é uma história sobre a separação: quando duas pessoas que se amam têm de dizer adeus…
Depois do adeus, fica aquele vazio imenso: a saudade.
Tudo se enche com a presença de uma ausência.
Ah! Como seria bom se não houvesse despedidas…
Alguns chegam a pensar em trancar em gaiolas aqueles a quem amam. Para que sejam deles, para sempre… Para que não haja mais partidas…
Poucos sabem, entretanto, que é a saudade que torna encantadas as pessoas. A saudade faz crescer o desejo. E quando o desejo cresce, preparam-se os abraços.
Esta história, eu não a inventei.
Fiquei triste, vendo a tristeza de uma criança que chorava uma despedida… E a história simplesmente apareceu dentro de mim, quase pronta.
Para quê uma história? Quem não compreende pensa que é para divertir. Mas não é isso.
É que elas têm o poder de transfigurar o quotidiano.
Elas chamam as angústias pelos seus nomes e dizem o medo em canções. Com isto, angústias e medos ficam mais mansos.
Claro que são para crianças.
Especialmente aquelas que moram dentro de nós, e têm medo da solidão…
As mais belas histórias de Rubem Alves
Lisboa, Edições Asa, 2003

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

NOVO AMIGO CHEGANDO...

 Outros amigos que chegam para dar continuidade aos nossos sentimentos. Lidar com as diversas emoções é muito importante. Temos que aprender desde cedo, para que na vida adulta possamos saber lidar melhor com os nossos conflitos...

  Aprendendo a respeitar novos amigos, novas regras, saber ouvir,e esperar o momento certo para falar...

Juntos construiremos momentos agradáveis em sala e fora dela.


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segunda-feira, 17 de junho de 2013

SENTIMENTOS...

  QUANDO SABEMOS LIDAR COM NOSSOS SENTIMENTOS TUDO FICA MELHOR.TER AMIGOS QUE NOS AJUDAM É MUITO MELHOR.

COMPREENDER COMO TUDO FUNCIONA, FAZ COM QUE NOSSAS EMOÇÕES  POSSAM SER BEM ADMINISTRADAS. 

Nosso mascote, que nos ajuda a compreender como podemos  resolver nossos conflitos através de um bom exemplo. Quando sabemos ouvir, escutar e compreender, tudo fica melhor...

 Mascote chegando na escola para ajudar os alunos do 2º ano a resolver seus conflitos...

 Fomos ao seu encontro.... Na sala fez a maior alegria. Brincamos e conversamos...

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